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Campanha da Fraternidade não pode substituir a Quaresma, diz dom Odilo

Por Juliano Gois - DRT 2282-Se em 04/04/2025 às 18:36:59

Na Quaresma, são essenciais "a penitência unida à busca sincera de Deus, a escuta atenta e a acolhida da Palavra de Deus, a recordação dos mandamentos, dos fundamentos da fé e da moral cristãs, o incentivo à caridade concreta e a exortação à confissão sacramental", disse o arcebispo de São Paulo (SP), dom Odilo cardeal Scherer, em artigo publicado por Vatican News, site oficial de notícias da Santa Sé., sobre aqueles que reduzem a quaresma à Campanha da Fraternidade.

Para dom Odilo, há mal entendidos sobre a Campanha da Fraternidade que elvam a uma divisão entre os que a rejeitam e os os que a transformam no único foco da Quaresma. "Nem uma coisa, nem outra é boa", disse.

"A Campanha da Fraternidade não deveria ser vista como uma atividade paralela à Quaresma, nem, muito menos, como iniciativa substitutiva da Quaresma, mas nela inserida", disse.

"A fé cristã é adesão pessoal a Deus e a moral é a expressão da vida decorrente da fé", escreveu o cardeal.

Na Quaresma, a Igreja convida "à penitência para uma sincera e profunda conversão a Deus".

"Para isso, ela indica os exercícios quaresmais do jejum, da oração e da esmola", continuou ele, "que deveriam ajudar-nos a fazer uma profunda avaliação de nossa vida, predispondo-nos à busca do perdão de Deus e à renovação dos compromissos batismais na celebração da Páscoa".

"Na noite da Páscoa, como conclusão dos exercícios quaresmais, é feita a renovação das promessas batismais, pelas quais reafirmamos nossa "renúncia a Satanás" e nossa adesão a Deus, mediante a profissão da fé católica. Que significado teria isso, se não fosse precedido de um sério esforço de revisão de vida, em todos os sentidos, do arrependimento dos pecados e da disposição de nos voltarmos para Deus de todo coração?", disse o cardeal aos que reduzem a Quaresma à Campanha da Fraternidade.

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